O que nos move? A resposta não se esgota na busca pelo prazer, como sugeria o utilitarismo de Stuart Mill, nem se resume à mera tentativa de evitar o sofrimento. A inteligência é, por natureza, uma investigadora de significados; procura um sentido em cada passo para que não caminhemos em vão e a própria caminhada se justifique.
Continuar a ler “O Sentido do Sentido”Quando Tudo é Urgente Nada é Urgente
Nos processos revolucionários, a urgência é a norma. Tudo é prioritário e tudo precisa acontecer já, nesta hora, no próximo minuto. A lógica dos processos revolucionários, reservada a momentos de mudança intensa, parece ter invadido o nosso quotidiano. Vivemos como que imersos num estado de urgência permanente, como se vivessemos um interminável tempo revolucionário.
Continuar a ler “Quando Tudo é Urgente Nada é Urgente”Responsabilidade Ilimitada
Uma das primeiras realidades que o empreendedor descobre ao procurar financiamento para o seu negócio é que, na prática, a responsabilidade limitada da sociedade comercial de que é sócio é frequentemente uma ficção jurídica.
Continuar a ler “Responsabilidade Ilimitada”As Três Variáveis do Sucesso
O sucesso, por si só, não é o mais difícil de alcançar — o verdadeiro desafio é repeti-lo. Só podemos falar em sucesso efetivo quando compreendemos e controlamos o processo que o produz. Sem isso, o sucesso é um acaso, não um sistema. Pensando mais a fundo na questão sobre o que faz uma organização bem sucedida no tempo, identificamos três variáveis determinantes: inovação, ética e comunicação.
Continuar a ler “As Três Variáveis do Sucesso”O Controlo e os Formulários
É comum que, ao assumir uma nova função de liderança, um gestor sinta a necessidade de controlar todos os aspetos da operação sob a sua responsabilidade. Esse impulso, legítimo, nasce do desejo de tomar decisões informadas e de apresentar resultados concretos. Contudo, quando a informação necessária não está facilmente disponível — como muitas vezes acontece —, surge uma solução aparentemente simples: criar formulários para recolher dados diretamente dos operadores no terreno.
Continuar a ler “O Controlo e os Formulários”O Efeito Cobra e as Políticas de Habitação em Portugal
Nos últimos dez anos, Portugal enfrentou um aumento significativo nos preços da habitação, sobretudo nas grandes cidades como Lisboa e Porto. Para responder a esta crise, sucessivos governos adotaram diversas medidas com o objetivo de tornar a habitação mais acessível. No entanto, algumas dessas políticas podem ter produzido efeitos contrários aos desejados — um fenómeno conhecido como efeito cobra.
Continuar a ler “O Efeito Cobra e as Políticas de Habitação em Portugal”O Apagão, a Ilusão de Controlo e o Cisne Negro
O apagão que mergulhou Portugal e Espanha na escuridão a 28 de abril de 2024 não foi apenas uma falha técnica. Foi um choque coletivo — um lembrete de que, por mais avançados que sejamos, não temos o controlo.
Continuar a ler “O Apagão, a Ilusão de Controlo e o Cisne Negro”Comunicação, Para que te Quero
Durante muito tempo, a comunicação foi vista como um elemento secundário nas organizações. Muitas empresas acreditavam que bastava oferecer um bom produto ou serviço para garantir a fidelidade dos seus clientes e a motivação dos seus colaboradores. A comunicação, tanto interna como externa, era frequentemente desvalorizada, tratada de forma esporádica e sem um planeamento estratégico, reduzindo-se muitas vezes a meras campanhas publicitárias ou comunicados institucionais ocasionais.
Continuar a ler “Comunicação, Para que te Quero”Para uma Inteligência Artificial Ética
A inteligência artificial (IA) é um campo de estudo que se concentra em criar sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente exigiriam inteligência humana para serem concluídas, mediante o desenvolvimento de algoritmos, modelos e sistemas. Abrange áreas do conhecimento como a matemática, a ciência da computação, a engenharia, a psicologia, a filosofia e a neurociência.
Continuar a ler “Para uma Inteligência Artificial Ética”A Produtividade
Portugal ocupa o 8.º lugar entre os países menos produtivos da Europa, apresentando níveis de produtividade que equivalem a cerca de metade dos registados na Alemanha, França ou Países Baixos, e menos de um terço face à Irlanda ou Luxemburgo. Este défice estrutural levanta questões profundas sobre a organização económica, o tecido empresarial e as políticas públicas nacionais.
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